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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Afinal ela não é mal educada nem "está surda"!

Escrevo isto porque cometi este erro. E custou. 

Já houve várias vezes em que fiquei frustrada por parecer que a Irene me estava a ignorar deliberadamente. Momentos em que eu - com os meus nervos do costume - pensei "Como assim? Dou-lhe tudo o que precisa, o que é isto? Era o que faltava!!!". Subia o volume e também o tom e ela aí lá me ouvia. 

Quando me ouvia, já me ouvia algo frustrada, confesso.

Houve uma vez em que uma senhora a chamou várias vezes para descer da árvore com medo que ela caísse e, já desesperada, disse-lhe "MAS ESTÁS SURDA, IRENE?". 

E a verdade é que está. 

A Irene a cozinhar com a avó Sílvia que, no outro dia, foi ensinar-nos a fazer borrego, panquecas e arroz de coentros à sua maneira :)


A Irene tem tendência para fazer otites serosas (ou é sempre a mesma, não sei que não percebo muito disso) e isso faz com que tenha dificuldades em ouvir quando tem o ouvido mais "entupido". Ouve como se estivesse debaixo de água. 

Digo-vos isto para facilitar com os vossos filhos. Claro que têm de ir a um otorrino para tirar a situação a limpo (se calhar até literalmente), mas se os vossos filhos não vos ouvirem ou parecer que não vos ouvem, poderá ser por algo tão simples quanto isto: otite serosa.

Aliás, do que li nesse artigo, até pode ser esse o motivo para algum atraso na fala. Interessante, não é? 


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terça-feira, 9 de maio de 2017

Pronto. Já fomos à médica dos pés da Irene.

Lembram-se de vos ter contado que sentia necessidade de ir a uma pediatra de desenvolvimento para tirar a limpo a razão pela qual ela anda em bicos de pés? Falei disso aqui. 

A pediatra desvalorizou essa questão. Disse que ela efectivamente tinha os tendões de Aquiles mais curtos mas que não se sabia se era por andar assim que tinha assim os tendões ou o contrário. Deu algumas dicas que foram: 

- deixá-la andar descalça o máximo de tempo possível;

- deixá-la andar descalça ao máximo na areia, no Verão;

- comprar umas botas "tipo Timberland" e andar com elas no Inverno.

Se, depois de tudo isto, ainda continuar a andar em biquinhos de pés, uma consulta ou outra de fisioterapia para aprender a fazer uns quantos exercícios com ela em casa para treinar a "flexibilidade". Alguns já vi quais são na consulta e vou pondo em prática como se de brincadeiras se tratassem. 


Está tudo tranquilo no que toca aos pés. :) Obrigada pelo vosso apoio! 

Irene o ano passado nas férias de Verão com os avós paternos em Óbidos. 
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Vão dizer que estou a exagerar, mas antes "a mais" do que "a menos", neste caso.

A Irene desde que começou a andar que anda 90% do tempo em bicos dos pés. Tenho desvalorizado, estando em sintonia com a pediatra dela, mas 2 anos depois e depois de ver todos os colegas da escola dela a andar "normalmente", não consigo adiar mais a compreensão disto e tenho que me descansar. 

Noto que ela consegue pousar os pés no chão até porque há os tais 10% em que anda "como deve ser". Não acho justo estar sempre a corrigi-la (só o fiz uma vez) porque se o faz, há de ter uma razão para tal. Ninguém aguentaria tanto tempo assim só "porque sim". E se ela quisesse ser bailarina não tinha começado com isto mal começou a andar, quando ainda nem sabia o que era uma bailarina. 

Tenho uma amiga que é psicóloga infantil e disse que, por vezes, há crianças que podem fazê-lo como forma de defesa, podendo estar a "tentar lidar" com algo mais forte que elas a nível emocional. 

Faria sentido. Desde sempre que as coisas não são ideais lá em casa - são em alguma? - e faz sentido querer cuidar tanto do interior dela como do exterior. Marquei uma consulta para breve numa pediatra de desenvolvimento. Não há de ser nada, mas é menos uma coisa a azucrinar a cabeça e mais uma segurança. 

A minha conta bancária não agradece, mas já gastei dinheiro em coisas mais estúpidas. 

Lembrei-me que há muito tempo já tinha escrito sobre isto aqui. :) 

A Irene em Julho de 2015. :) 



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